União e
INSS lideram ranking de ações do TST
Data: 10/09/2007
Hora: 00:49
A União, empresas estatais e sobretudo
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverão
ser os mais atingidos com a aplicação, pelo Tribunal
Superior do Trabalho (TST), do chamado critério de "transcendência".
A medida tem por objetivo restringir recursos ao tribunal. O
último ranking dos maiores usuários do TST, divulgado
pelo tribunal superior, mostra que os seis primeiros colocados
concentram 68 mil processos, dos quais 60 mil são da
União, INSS, bancos federais e Petrobras.
Nos últimos anos, o INSS vem galgando posições
no ranking do tribunal, mas não em razão dos processos
trabalhistas, mas sim pelas ações tributárias
decorrentes de processos trabalhistas. Segundo o ministro Vantuil
Abdala, no ano passado a Justiça do Trabalho arrecadou
R$ 2 bilhões para o INSS. As ações típicas
são aquelas em que as partes fazem um acordo e arbitram
uma parcela que é correspondente a valor remuneratório
e valor indenizatório - sobre o que não incide
a tributação. "Agora, veja o TST ficar julgando
se esses valores estão de acordo. Não há
nem elementos pra isso", diz. Outro problema, diz Vantuil,
é que essas ações costumam ter valores
ínfimos - recentemente, o ministro julgou uma causa de
R$ 36,00. Com o princípio da transcendência, diz,
esses processos serão barrados no tribunal.
Fonte: Valor Econômico
Gigantes dos EUA chegam ao Brasil
Data: 10/09/2007
Hora: 07:00
Chegou ontem ao Brasil uma delegação
com representantes de 13 grandes investidores institucionais
dos EUA para sondar oportunidades nos setores de private equity
e venture capital, sob a batuta do departamento norte-americano
de comércio. Entre eles está o Calpers, fundo
de pensão dos funcionários públicos da
California, o mesmo que em maio comprou do Itaú o edifício
que era a sede do BankBoston no Brasil. Também compõem
a caravana fundos de grandes universidades dos estados do
Texas e de Washington.
No roteiro, estão visitas ao BNDES, à Petrobras
e à Previ (fundo de pensão dos funcionários
do BB), temperadas com palestras dos ex-presidentes do Banco
Central Gustavo Franco e Armínio Fraga sobre a economia
brasileira.
Segundo o presidente do conselho consultivo da Brasileira
de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), Thomas Tosta
de Sá, não há intenção
de tirar resultados imedia-tos do evento. "A idéia
é apresentar o potencial do Brasil para receber investimentos
desse tipo, especialmente depois que tivermos o investment
grade", diz. De todo modo, a expectativa da entidade
é de que o País feche 2007 com até R$
4 bilhões para o setor, o dobro do esperado no início
do ano. Segundo dados da Associação dos Mercados
Emergentes e Private Equity (Empea), o investimento em VC/PE
direcionados à America Latina nos primeiros seis meses
de 2007 atingiram US$ 1,54 bilhão, mais do que os US$
1,02 bilhão investidos durante todo o ano passado.
"Vamos municiar os visitantes com informações
sobre o mercado de capitais e a economia do País para
que eles tenham confiança em investir aqui", emenda
Eduardo Valle, da Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI).
Na contramão
O otimismo acontece num momento de revés da indústria
de fusões e aquisições, que nos últimos
meses tinham nos fundos de private equity internacionais o
seu principal patrocinador. De acordo com a consultoria Dealogic,
devido à redução da liquidez internacional
provocada pela crise no setor imobiliário dos EUA,
o volume de fusões e aquisições ao redor
do globo em agosto foi de US$ 222 bilhões, o pior resultado
mensal em dois anos. Em abril último, esse montante
foi de US$ 695 bilhões.
Fonte: Gazeta Mercantil