Turbulência
traz oportunidades
Data: 23/08/2007
Hora: 07:50
Papéis de empresas do setor de mineração
estão entre os destaques de compra. Gestores ativos de
fundos de investimentos em ações têm utilizado
a crise dos mercados financeiros mundiais para recompor suas
carteiras. A busca por papéis cujos preços caíram
bastante nas últimas semanas é a principal estratégia.
Diferentemente dos fundos passivos, que buscam replicar a carteira
teórica de um índice previamente definido (IBrX-50,
Ibovespa, etc), os fundos com gestão ativa podem executar
movimentos mais ousados e independentes, o que pode ser um importante
instrumento de ganho no longo prazo para o investidor pessoa
física, sobretudo em momentos de grande volatilidade.
A Unibanco Asset Management adota índices de referência
como o IBrX-50 para alguns de seus fundos, mas a estratégia
é não se prender à composição
da carteira teórica. "É preciso apropriar-se
de oportunidades que acontecem com mudanças de cenário",
afirma a gestora de fundos de renda variável da Unibanco,
Marília Da Costa Dubois. Para a especialista, a atual
crise do mercado de capitais é mundial e trouxe boas
possibilidades de aquisição de papéis.
"O setor de mineração é um deles.
As ações da Vale do Rio Doce, particularmente,
são um exemplo concreto de papel que agregamos à
carteira", exemplifica.
Em agosto, a Bovespa acumula queda de 4,49%. Em 30 dias, as
perdas da bolsa beiram os 10%. No ano, porém, o mercado
oferece ganho de 16,34%; em 12 meses, o retorno é ainda
mais expressivo: 41,07%. Aproveitar a turbulência para
ingressar no mercado pode ser, portanto, uma boa estratégia.
Fonte: Gazeta Mercantil
Comerciante desmente senador
Data: 23/08/2007
Hora: 07:49
Além das inconsistências de datas
e valores nas guias de transporte de animais (GTAs) com as
notas fiscais da venda de gado do presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), a perícia da Polícia Federal
conseguiu depoimento de uma pessoa que nega ter realizado
transações comerciais com ele, apesar de ter
sido relacionada nos documentos encaminhados ao Instituto
Nacional de Criminalística (INC). Outras nove pessoas
e empresas confirmaram os negócios com o senador, sendo
que algumas firmas foram consideradas pela área de
inteligência da Secretaria de Fazenda como "envolvidas
em ilícitos tributários", exercendo suas
atividades em lugar "incerto e não sabido".
O laudo, além da situação como produtor
rural, mostra ainda a evolução patrimonial e
a movimentação bancária de Renan. Há
10 dias, o comerciante José Leodácio de Souza,
de João Pessoa, enviou uma carta para a Polícia
Federal informando que não tinha qualquer negócio
com Renan. Ele estava relacionado entre as 15 pessoas para
as quais o senador teria emitido nota fiscal de venda de gado,
entre 2003 e 2006. "Tenho a informar que em tempo algum
mantive qualquer transação direta de aquisição
de gado com o senhor José Renan Vasconcelos Calheiros
ou mesmo com os frigoríficos Marfial e Marfrips",
disse Leodácio na correspondência. Pela nota
fiscal emitida pelo senador, o comerciante teria comprado
45 cabeças de gado em novembro de 2003. "Verifica-se
que há divergência entre o recibo assinado por
José Renan Vasconcelos Calheiros, em 11/11/03, documento
de suporte do livro-caixa de 2003, e a afirmação
do suposto comprador", dizem os peritos da PF no laudo
encaminhado na terça-feira ao Conselho de Ética
do Senado, confirmando a inconsistência na emissão
das notas fiscais pelo senador. As maiores inconsistências
observadas pelos peritos em relação à
venda de gado aconteceram em 2004. Os valores descritos nos
recibos, cheques, extratos bancários e notas fiscais
não bateram. Supremo O laudo da PF foi encaminhado
ontem para o Supremo Tribunal Federal (STF), que o incluirá
no inquérito instaurado a pedido da Procuradoria Geral
da República. Segundo policiais, a situação
de Renan poderá piorar, pelo fato de haver no relatório
do INC várias frentes de apuração contra
o presidente do Senado. Uma delas é relacionada ao
seu patrimônio. Apesar de ter feito um levantamento
nos bens do senador, os peritos não puderam fazer a
avaliação in-loco. "Temos limites técnicos
para realizar nosso trabalho. Cabe a outras instâncias,
como o STF e o Conselho de Ética pedir diligências,
caso achem necessário", afirma o diretor do INC,
Clênio Guimarães Belluco. Outro fato que deverá
ser investigado pelo STF é a evolução
patrimonial de Renan. No laudo encaminhado ao Supremo, os
peritos da PF fazem um balanço da situação
fiscal do presidente do Senado. Em 2002, por exemplo, Renan
teria aplicado 89% em bens. No período, ele teve uma
renda de R$ 270 mil, mas investiu em torno de R$ 242 mil.
Restaram pouco mais de R$ 27 mil para gastos cotidianos. "As
disponibilidades mensais representariam valores baixos para
sua subsistência e de sua família, uma vez que
ainda precisariam ser consideradas outras despesas realizadas
para manutenção básica de seu patrimônio",
afirma o laudo da Polícia Federal.
Fonte: Correio Braziliense
Banco desiste de recursos
Data: 23/08/2007
Hora: 07:58
O Bradesco desistiu de 80 processos que tramitam
no Superior Tribunal de Justiça nos quais figura como
recorrente. Segundo o gerente jurídico do banco, Maurício
Carvalho, o objetivo é desafogar o Judiciário
e contribuir para a celeridade da Justiça. A estimativa
do banco é que existem 400 ações no STJ
em que a instituição é recorrente. O
banco pediu vista de todos e desistiu de 20%, a maioria ações
indenizatórias e de revisão de contrato.
Fonte: Gazeta Mercantil