Informativo nº 26 /2007

Turbulência traz oportunidades
Data: 23/08/2007
Hora: 07:50

Papéis de empresas do setor de mineração estão entre os destaques de compra. Gestores ativos de fundos de investimentos em ações têm utilizado a crise dos mercados financeiros mundiais para recompor suas carteiras. A busca por papéis cujos preços caíram bastante nas últimas semanas é a principal estratégia. Diferentemente dos fundos passivos, que buscam replicar a carteira teórica de um índice previamente definido (IBrX-50, Ibovespa, etc), os fundos com gestão ativa podem executar movimentos mais ousados e independentes, o que pode ser um importante instrumento de ganho no longo prazo para o investidor pessoa física, sobretudo em momentos de grande volatilidade.
A Unibanco Asset Management adota índices de referência como o IBrX-50 para alguns de seus fundos, mas a estratégia é não se prender à composição da carteira teórica. "É preciso apropriar-se de oportunidades que acontecem com mudanças de cenário", afirma a gestora de fundos de renda variável da Unibanco, Marília Da Costa Dubois. Para a especialista, a atual crise do mercado de capitais é mundial e trouxe boas possibilidades de aquisição de papéis. "O setor de mineração é um deles. As ações da Vale do Rio Doce, particularmente, são um exemplo concreto de papel que agregamos à carteira", exemplifica.
Em agosto, a Bovespa acumula queda de 4,49%. Em 30 dias, as perdas da bolsa beiram os 10%. No ano, porém, o mercado oferece ganho de 16,34%; em 12 meses, o retorno é ainda mais expressivo: 41,07%. Aproveitar a turbulência para ingressar no mercado pode ser, portanto, uma boa estratégia.

Fonte: Gazeta Mercantil

Comerciante desmente senador
Data: 23/08/2007
Hora: 07:49

Além das inconsistências de datas e valores nas guias de transporte de animais (GTAs) com as notas fiscais da venda de gado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a perícia da Polícia Federal conseguiu depoimento de uma pessoa que nega ter realizado transações comerciais com ele, apesar de ter sido relacionada nos documentos encaminhados ao Instituto Nacional de Criminalística (INC). Outras nove pessoas e empresas confirmaram os negócios com o senador, sendo que algumas firmas foram consideradas pela área de inteligência da Secretaria de Fazenda como "envolvidas em ilícitos tributários", exercendo suas atividades em lugar "incerto e não sabido". O laudo, além da situação como produtor rural, mostra ainda a evolução patrimonial e a movimentação bancária de Renan. Há 10 dias, o comerciante José Leodácio de Souza, de João Pessoa, enviou uma carta para a Polícia Federal informando que não tinha qualquer negócio com Renan. Ele estava relacionado entre as 15 pessoas para as quais o senador teria emitido nota fiscal de venda de gado, entre 2003 e 2006. "Tenho a informar que em tempo algum mantive qualquer transação direta de aquisição de gado com o senhor José Renan Vasconcelos Calheiros ou mesmo com os frigoríficos Marfial e Marfrips", disse Leodácio na correspondência. Pela nota fiscal emitida pelo senador, o comerciante teria comprado 45 cabeças de gado em novembro de 2003. "Verifica-se que há divergência entre o recibo assinado por José Renan Vasconcelos Calheiros, em 11/11/03, documento de suporte do livro-caixa de 2003, e a afirmação do suposto comprador", dizem os peritos da PF no laudo encaminhado na terça-feira ao Conselho de Ética do Senado, confirmando a inconsistência na emissão das notas fiscais pelo senador. As maiores inconsistências observadas pelos peritos em relação à venda de gado aconteceram em 2004. Os valores descritos nos recibos, cheques, extratos bancários e notas fiscais não bateram. Supremo O laudo da PF foi encaminhado ontem para o Supremo Tribunal Federal (STF), que o incluirá no inquérito instaurado a pedido da Procuradoria Geral da República. Segundo policiais, a situação de Renan poderá piorar, pelo fato de haver no relatório do INC várias frentes de apuração contra o presidente do Senado. Uma delas é relacionada ao seu patrimônio. Apesar de ter feito um levantamento nos bens do senador, os peritos não puderam fazer a avaliação in-loco. "Temos limites técnicos para realizar nosso trabalho. Cabe a outras instâncias, como o STF e o Conselho de Ética pedir diligências, caso achem necessário", afirma o diretor do INC, Clênio Guimarães Belluco. Outro fato que deverá ser investigado pelo STF é a evolução patrimonial de Renan. No laudo encaminhado ao Supremo, os peritos da PF fazem um balanço da situação fiscal do presidente do Senado. Em 2002, por exemplo, Renan teria aplicado 89% em bens. No período, ele teve uma renda de R$ 270 mil, mas investiu em torno de R$ 242 mil. Restaram pouco mais de R$ 27 mil para gastos cotidianos. "As disponibilidades mensais representariam valores baixos para sua subsistência e de sua família, uma vez que ainda precisariam ser consideradas outras despesas realizadas para manutenção básica de seu patrimônio", afirma o laudo da Polícia Federal.

Fonte: Correio Braziliense

Banco desiste de recursos
Data: 23/08/2007
Hora: 07:58

O Bradesco desistiu de 80 processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça nos quais figura como recorrente. Segundo o gerente jurídico do banco, Maurício Carvalho, o objetivo é desafogar o Judiciário e contribuir para a celeridade da Justiça. A estimativa do banco é que existem 400 ações no STJ em que a instituição é recorrente. O banco pediu vista de todos e desistiu de 20%, a maioria ações indenizatórias e de revisão de contrato.

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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