Prorrogar CPMF
é inoportuno, diz OAB
Data: 08/08/2007
Hora: 07:37
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto,
classificou de 'inoportuna, inconveniente e um grande equívoco'
a proposta de emenda constitucional do governo que prorroga
a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), o conhecido imposto do cheque. A proposta
está sendo apreciada pela Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Britto
não descarta a possibilidade de a OAB ingressar no Supremo
Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de
inconstitucionalidade contra a medida, caso ela venha a ser
aprovada pelo Congresso Nacional. Um pedido de vista adiou,
ontem, a votação da proposta de prorrogação
da vigência da CPMF e da Desvinculação de
Receitas da União (DRU). O pedido de vista foi aprovado
logo depois que o relator da proposta na CCJ, deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), apresentou seu parecer propondo a partilha
da arrecadação da CPMF com Estados e municípios.
O relator acolheu emendas de senadores, mas somente as que prevêem
a partilha. Todas as propostas que não contemplavam a
divisão dos recursos com os Estados e municípios
foram rejeitadas pelo relator. Com a aprovação
do pedido de vista, a PEC poderá ser novamente discutida
e posta em votação somente a partir de sexta-feira.
A CCJ deverá, agora, fazer audiências públicas
para discutir com juristas o assunto, até sexta-feira.
A primeira dessas audiências públicas está
prevista para hoje, a partir das 10h, com participação
do tributarista Ives Gandra da Silva Martins, do ex-ministro
da Justiça Paulo Brossard e do advogado-geral da União,
Álvaro Ribeiro da Costa.
Fonte: Jornal de Santa Catarina
Decisão do TSE provoca
embates
Data: 08/08/2007
Hora: 06:01
Os posicionamentos do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) em relação à fidelidade partidária
começa a tirar o sono de muitos dos eleitos que trocaram
de partido tão logo tiveram seus nomes confirmados
pelas urnas, sem respeitar as agremiações políticas
pelas quais foram escolhidos e nem os eleitores. O primeiro
posicionamento foi provocado por uma consulta do extinto PFL,
hoje Democratas que tinha a intenção de cobrar
daqueles que deixassem o partido pelos investimentos dos recursos
do Fundo Partidário. O que era um posicionamento se
tornou um pesadelo para muitos, só que a grande maioria
dos 54 deputados federais que trocaram de partido são
nomes inexpressivos, ou seja, sequer pertencem as grandes
siglas como o PMDB, PSDB, PT, DEM entre outros. Em busca de
subterfúgios para aqueles que deixaram seus partidos
originais, foi criada uma rota alternativa que seria a filiação
em uma sigla do qual teria feito parte da coligação.
Novamente a Justiça Eleitoral na sua mais alta corte
no país, entendeu que o eleito para cargos proporcionais,
mesmo em coligação se mudasse de sigla perderia
o mandato, pois ele necessitou dos votos dos demais candidatos
do partido ou coligação para ser eleito no último
pleito de 2006. Por fim, nesta semana, um parecer da presidência
do TSE, colocou mais lenha na fogueira, ao apontar que o princípio
é o mesmo, então, presidente, governadores,
prefeitos e senadores também perdem o mandato para
os partidos se trocarem de sigla. No Brasil apenas, Blairo
Maggi (MT) e Ivo Cassol (RO), eleitos pelo PPS trocaram de
sigla. Nas entrevistas desta página foram pinceladas
as opiniões de especialistas em Legislação
Eleitoral como o advogado Henrique Neves, um dos mais renomados
juristas de Brasília, o desembargador aposentado e
ex-presidente do TRE-MT, Flávio Bertin, o presidente
da OAB, seccional Mato Grosso, Francisco de Anis Faiad e o
advogado e juiz eleitoral, João Celestino Corrêa
da Costa. Todos são unânimes em apontar que a
decisão final será dos 11 ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF), que antes de mais nada é um
tribunal político com aperfeiçoamento jurídico
e que vem se sentindo pressionado pela população
a coibir os abusos cometidos pela desgastada classe política
brasileira.
Fonte: Gazeta Digital