Lula mira comércio
em giro centro-americano
Data: 02/08/2007
Hora: 07:07
Entre os dias 5 e 10, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva irá à América Central para
firmar acordos de cooperação no setores de energia,
saúde e agricultura de desenvolvimento social. Será
a primeira visita de um presidente brasileiro a Nicarágua,
Honduras e Jamaica. O roteiro da missão brasileira inclui
ainda México e Panamá. Na área diplomática,
Lula irá retribuir as visitas de missões ministeriais
desses países ao Brasil. A aproximação
rendeu um aumento de quatro vezes no comércio com esses
países nos últimos cinco anos, segundo o embaixador
Gonçalo Mourão, diretor do Departamento do México,
da América Central e do Caribe do Ministério das
Relações Exteriores. Obras no Canal do Panamá
atraem companhias brasileirasUm grupo de cerca de 50 empresários
integrará a comitiva presidencial. As empresas brasileiras
estão interessadas em investimentos, principalmente nas
áreas de infra-estrutura e de biocombustível.
As grandes construtoras, por exemplo, têm interesse em
participar das licitações para ampliação
do Canal do Panamá. - Algumas delas já estão
associadas entre si ou com empresas estrangeiras - explicou
o diretor do Departamento de Promoção Comercial
do Itamaraty, Henrique Sardinha. Entre as empresas que enviarão
representantes, Sardinha cita a Ocean Air, Brasif, Norberto
Odebrecht, Andrade Gutierrez, além de estatais como Petrobras,
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).
Fonte: Zero Hora
STF rejeita a reabertura de bingo
Data: 02/08/2007
Hora: 06:16
Pelo menos um dos 12 bingos de Campinas já fracassou
ao apelar à última instância judicial na
tentativa de reabrir suas portas após a devassa comandada
em junho pelo Ministério Público Estadual. Em
decisão do dia 30 passado, a ministra Ellen Gracie, presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), negou provimento à
reclamação da Mirage Entretenimentos, Promoções
e Lanchonete Ltda., que atua sob o nome fantasia de Bingo Ramsés,
no Parque D. Pedro Shopping. A empresa questionou a interdição,
no dia 20 de junho, e pedia uma liminar para poder trabalhar
novamente. O fechamento do Ramsés, bem como de outros
seis bingos que se encontravam abertos na ocasião, foi
imposto em uma operação conjunta do MP com o apoio
das polícias Civil e Federal e da Receita Federal, amparados
por ordem de interdição e mandados de busca e
apreensão de máquinas caça-níqueis
e material de jogo, expedidos pela 6ª Vara Criminal de
Campinas. Um imbróglio jurídico se formou a partir
daí. Na reclamação feita ao STF, os advogados
do Ramsés argumentaram que a decisão de primeira
instância teria violado a Súmula Vinculante nº
2, expedida pelo próprio Supremo, já que o juiz
de Campinas teria se apoiado, para expedir as ordens, na Lei
Estadual nº 12519, de 2 de janeiro de 2007 (lei dos caça-níqueis).
No entendimento do bingo, isso tornaria os mandados de busca
e apreensão e a interdição inválidos,
pois a súmula determina, justamente, a inconstitucionalidade
de leis estaduais que versem sobre loterias e bingos. No entanto,
a ministra salientou que a lei paulista é anterior à
publicação da súmula (em 6 de junho passado),
e, por essa razão, estaria fora do alcance do veto. Dessa
maneira, a reclamação do estabelecimento estaria
automaticamente desautorizada. "A jurisprudência
no STF é no sentido de que inexiste ofensa à autoridade
de pronunciamento da Corte (o STF) se o ato que se reclama (a
decisão da 6ª Vara, amparada pela lei dos caça-níqueis)
for anterior à decisão por ela emanada",
frisou Ellen Gracie ao arquivar o procedimento.
O promotor Fernando Vianna, do Grupo de Atuação
Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Gaerco),
afirma que, além da reclamação ao STF,
o Ramsés, bem como os demais cinco bingos que foram
alvo da investida - Visconde, Esplanada, e Carmo, os três
no Centro e o Ball, na Avenida Governador Pedro de Toledo,
que tinha sido inaugurado há pouco tempo - recorreram
ao Tribunal de Justiça (TJ), a segunda instância,
contra a interdição. Mas ele diz que essa medida
também foi em vão. "O TJ negou a reabertura
de todos", diz Vianna. Na avaliação do
promotor, o arquivamento, pela ministra do Supremo, da reclamação
do Ramsés, sepulta de vez o intento dos bingos de voltarem
a funcionar. "Creio que eles ainda tentarão, de
alguma forma, reabrir, mas não acho que vão
conseguir", opina Vianna. Os advogados listados no processo
que tramitou no STF como representantes do Bingo Ramsés
- Nilson Vieira Cardoso e Luiz José Ribeiro Filho -,
não foram localizados pela reportagem para comentar
o assunto. Nenhum representante dos demais bingos (onde ninguém
atende aos telefones) foi encontrado.
Os demais seis bingos que não foram fechados na operação
encabeçada pelo MP já estavam sem funcionar,
mas por outro motivo. Os estabelecimentos foram alvo da fiscalização
da Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb), que determinou
o encerramento de suas atividades por falta de alvará.
Dois desses chegaram a enfrentar a Prefeitura e acabaram lacrados.
Os demais ficaram abertos porque haviam apresentado documentação
que ainda estava em análise pela Semurb, quando foram
interditados pela ordem judicial. Agora, nenhum deles poderá
voltar a funcionar, já que a decisão da 6ª
Vara se estendeu aos 12 estabelecimentos. Game Over apreende
R$ 1,5 milhão.
A operação comandada pelo Ministério
Público Estadual com o apoio das polícias Civil,
Federal e também da Receita Federal, resultou no fechamento
de seis bingos em Campinas e na apreensão de cerca
de R$ 1,5 milhão em dinheiro de caça-níqueis.
A Operação Game Over - Fim de Jogo, em inglês
- foi deflagrada para coibir os crimes de jogo de azar e o
contra a economia popular. Na ofensiva às casas de
jogo, que vêm sendo alvo de ações da promotoria,
polícia e também da Prefeitura há cerca
de três meses, quando a Polícia Federal desencadeou
prisões em todo o Brasil amparada pela investigações
da Operação Hurricane (furacão), ninguém
foi preso. Na ação, os promotores, policiais
e técnicos da receita se dividiram em equipes e foram
simultaneamente para os bingos Taquaral, Ramsés, Visconde,
Esplanada, Carmo e Ball. Para viabilizar a operação,
a 6 Vara Criminal de Campinas expediu 13 mandados de busca
e apreensão. O dinheiro arrecadado foi depositado em
uma conta judicial. As máquinas, apesar de apreendidas,
ficaram nas casas de bingo. A Game Over foi desencadeada em
várias cidades da região de Campinas, como Limeira.
Fonte: Correio Popular