MG tenta reduzir
acervo de Processos
Data: 30/07/2007
Hora: 06:09
Reduzir em um ano pelo menos 50% do seu acervo
acumulado no estado, que é de 3,5 milhões de processos,
sem que os novos que entrarem sejam paralisados. Essa é
a meta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG),
que, para cumprir esse desafio, vem trabalhando intensamente
em seu processo de informatização. Conforme o
presidente do TJ-MG, Orlando Adão Carvalho, atualmente,
o tribunal mineiro é parcialmente informatizado, mas
seu desejo é informatizar 100% da instituição,
nos próximos dois ou três anos. "Será
tudo no computador. Desde a petição inicial do
advogado até a sentença do juiz. Não vamos
usar papel", garante Carvalho, que salienta que a tecnologia
virtual já está em regime de testes nos Juizados
Especiais.
Carvalho afirma que onde a informatização já
instalada, ela ajuda para que certas questões sejam resolvidas
de forma mais rápida. "Os processos passam pelo
cartório virtualmente e no máximo 24 horas estão
na mão do relator. Antes demoravam de 60 a 90 dias",
garante. Segundo o presidente do TJ-MG, 93% das comarcas do
estado estão interligadas pela internet e que o Judiciário
de Minas vai continuar investindo em sua modernização.
Ele reitera que o montante previsto de gastos no ano do tribunal
para informática é em média de R$ 20 a
R$ 30 milhões.
Orçamento
Para Carvalho, o maior entrave do Tribunal da Justiça,
além da informatização, é a questão
orçamentária. Ele explica que o tribunal não
recebe dinheiro da receita do Estado e o que falta em Minas
Gerais é um fundo judiciário, como ocorre no Rio.
"Não temos déficit, porque temos receita
própria com participação em cartórios
com a Lei do Selo. Mas também não temos recursos
para investirmos como queríamos", desabafa. O magistrado
lembra que está em andamento uma lei na Assembléia
Legislativa de Minas Gerais, que prevê o fundo judiciário.
"Estamos sempre em contato com o governador Aécio
Neves, relatando essa questão."
Tempo de tramitação
No TJ-MG trabalham 21,8 mil funcionários entre concursados,
terceirizados e estagiários. Em média, na segunda
instância, cada um dos 115 desembargadores recebem de
1000 a 1100 processos por ano. Segundo o presidente do TJ-MG,
o tempo gasto para o julgamento dos processos varia de câmara
para câmara, sendo que as mais rápidas julgam em
até 60 dias.
Para o vice-presidente da seccional25 mineira da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB-MG), Luis Cláudio da Silva Chaves, se
comparado com países desenvolvidos, o tempo de processo
da Justiça mineira é demorado, mas, se comparado
com outros estados, ela está em um nível bom.
"Na comparação, dentro do universo brasileiro,
podemos citar a Justiça mineira como exemplo", observa
Chaves, reforçando também que não há
graves escândalos referentes à corrupção
no Judiciário mineiro.
Faltam juízes
Para Chaves, o que emperra a Justiça é o número
insuficiente de juízes, pois em muitas das vezes um magistrado
chega a ficar com cerca de seis mil processos. "Entra mais
processo do que sai", desabafa o vice-presidente da OAB.
Ele afirma que, em Minas, existem cerca de 850 municípios
e que o número de comarcas não ultrapassa os 300
e que muitas delas são desprovidas de magistrados. "Por
isso, temos processos que se arrastaram por 15 ou 20 anos",
finaliza Chaves.
kicker: A expectativa do presidente do TJ-MG é que nos
próximos 2 ou 3 anos o tribunal estará totalmente
informatizado.
Fonte: Gazeta Mercantil/Restrito
Tribunal trabalhista, além
do Bacen-Jud
Data: 30/07/2007
Hora: 06:06
Tribunais investem em centralização
de leilões, consulta unificada e mutirões judiciais.
Os tribunais trabalhistas do Sudeste têm diversificado
os investimentos por meio de mutirões internos, centralização
de leilões e informatização, indo além
do já conhecido convênio com o Banco Central,
o chamado Bacen-Jud, que agiliza a penhora on-line de contas
bancárias de réus condenados.
O Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região
(TRT-1), do Rio, uniu setores internos para um verdadeiro
mutirão: em dois meses eles remeteram cerca de 6 mil
autos de Agravo de Instrumento de Recurso de Revista (AIRR)
ao Tribunal Superior do Trabalho (TST); além de terem
publicado 7.427 agravos de instrumento de recurso de revista
e 4.031 recursos de revista. Segundo o tribunal, isto significa
dizer que houve um aumento de 60% da produtividade da equipe.
O objetivo do trabalho, que foi realizado de maio a junho,
era liberar o acúmulo de recursos de revista e agravo
de instrumento de recurso de revista que, em abril, chegavam
à faixa de 10 mil.
São PauloHoje, se recebe uma média de 400 solicitações
diárias de bloqueios de ativos financeiros. Segundo
o TRT-2, com o uso da internet para isso foram reduzidos os
custos com recursos humanos e materiais. Além disso,
o procedimento ficou mais seguro, de acordo com o Banco Central.
Durante algum tempo era feito o bloqueio de várias
contas de um mesmo CNPJ levando ao bloqueio de valores multiplicados,
mas o Banco Central aperfeiçoou o programa, resolvendo
o problema.
Desde março deste ano, o TRT-SP centralizou os leilões
de bens penhorados em ações trabalhistas. Após
a realização de 24 leilões unificados
o resultado é uma arrecadação de R$ 79,15
milhões até a última sexta-feira, com
a arrematação de 1.691 lotes de bens. Antes
da unificação, os leilões eram realizados
pelas próprias varas, isoladamente. O próximo
ocorre no dia 6 de agosto.
Já no TRT-3 (Minas Gerais), no próximo dia 3
de agosto será inaugurado o Centro de Logística
Integrada Correios, que administrará o material de
consumo e de uso permanente de todas as unidades da Justiça
do Trabalho mineiras. Uma das mais recentes novidades é
que está disponível no site do TRT a "consulta
unificada" pela qual o usuário poderá,
a partir do número único do processo, informar-se
sobre o andamento do mesmo na 1ª ou na 2ª instância.
Fonte: Gazeta Mercantil/Restrito