Informativo nº 14 /2007

STJ suspende a licitação das obras do rio São Francisco
Data: 27/07/2007
Hora: 08:05

O ministro Francisco Peçanha Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu ontem a licitação das obras da transposição do Rio São Francisco. A decisão foi tomada no julgamento de um mandado de segurança proposto por três empresas integrantes de um consórcio que perdeu a concorrência: Carioca Christian Nielsen, Serveng Civilsan e Paulista. Elas argumentaram que o poder público teria modificado os critérios para a habilitação das concorrentes depois da apresentação das propostas. A liminar terá validade até o julgamento definitivo da ação, que deverá ocorrer só a partir de agosto, quando termina o recesso do Judiciário. Na decisão, Peçanha Martins destacou que a questão é complexa e envolve uma discussão delicada sobre a qualificação técnica das concorrentes. Sobre tal circunstância é apontada divergência opinativa da própria comissão de licitação, impondo-se, a meu ver, colher informação da autoridade apontada coatora, afirmou. Para esclarecer as dúvidas, ele pediu informações ao ministro da Integração Nacional.

Fonte: Correio Braziliense

Bancos serão obrigados a criar ouvidoria
Data: 27/07/2007
Hora: 07:30


A partir de 30 de setembro, bancos e instituições financeiras serão obrigados a ter suas próprias ouvidorias, ou seja, departamentos exclusivos para atender às reclamações de seus clientes. A decisão foi aprovada ontem em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN)em Brasília. Demais instituições, como cooperativas, corretoras e distribuidoras de valores têm prazo até 30 de novembro para se adaptarem a determinação.

As ouvidorias serão responsáveis por receber e tratar de reclamações dos clientes das instituições que não tenham sido resolvidas pelas agências e pontos de atendimento. Terão também que fornecer informações sobre o andamento dessas reclamações e as providências adotadas e sobre prazo final para resposta das demandas.

Segundo o Banco Central (BC), órgão que concede a autorização para essas instituições funcionarem, 'a ouvidoria será responsável por assegurar a estrita observância das normas legais e regulamentares relativas aos direitos do consumidor e deverá atuar como canal de comunicação entre as instituições e os clientes e usuários de seus produtos e serviços, inclusive na mediação de conflitos, quando houver'.

O assunto estava em discussão, por meio de consulta pública, desde fevereiro. Em junho de 2006, o setor bancário teve de acatar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e se enquadrar ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Na ocasião os ministros do STF julgaram improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Consif) que pedia, desde 2001, que os bancos fossem regulados apenas pelo BC.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que apóia a criação de ouvidorias por entender que a medida visa a melhoria do relacionamento entre bancos e sociedade e o atendimento aos consumidores de produtos e serviços bancários.

Fonte: Jornal da Tarde - SP

 

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