Gestores responderão
por improbidade
Data: 25/07/2007
Hora: 04:23
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen
Gracie, afirmou que gestores públicos poderão
sim responder por crimes de acordo com a lei de improbidade
administrativa. A afirmação representa um ganho
para o Ministério Público, que impetrou cerca
de 10 mil ações no país e mais de 100
em Mato Grosso e que seriam anuladas caso a magistrada se
posicionasse diferente. A ministra afirmou que a lei de improbidade
vale para gestores e ex-gestores públicos ao arquivar
nesta segunda-feira reclamações de três
prefeitos de municípios paraenses que queriam ser beneficiados
pela decisão do STF referente à reclamação
2138, que isentou de improbidade administrativa o ex-ministro
de Ciência e Tecnologia do governo Fernando Henrique
Cardoso, Ronaldo Sardenberg. Ellen Gracie alega que a pena
de responsabilidade fiscal cabe apenas ao caso do ex-ministro
e não tem efeito vinculante. Sardenberg teria usado
um avião oficial para proveito particular e não
queria responder por improbidade administrativa. Além
dos três prefeitos paraenses, um ex-secretário
municipal de Administração de Vila Velha (ES)
também recorreu ao STF na tentativa de ser beneficiado
com o julgamento da reclamação 2138. O pedido
foi arquivado. A reclamação 2138 representava
desde 2002 um fantasma para membros do Ministério Público
do país inteiro.
Fonte: Gazeta Digital
Prefeitos sofrem derrota no
STF
Data: 25/07/2007
Hora: 05:52
Uma decisão tomada pela presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), ministra Ellen Gracie, freou a tentativa de
agentes políticos de escapar de processos por crime
de improbidade administrativa. A ministra determinou o arquivamento
de três pedidos feitos por prefeitos do estado do Pará
que queriam que o STF estendesse para eles os efeitos de uma
decisão tomada pela Corte em junho, em que ficou decidido
que a Lei de Improbidade não poderia ser aplicada contra
ministros, governadores e prefeitos, entre outras autoridades.
O argumento de Ellen Gracie é que o entendimento do
Supremo não vale para eles, e sim apenas para o caso
julgado na ocasião. No julgamento de junho, os ministros
concluíram que o ex-ministro de Ciência e Tecnologia
Ronaldo Sardenberg, condenado pela primeira instância
da Justiça por ter usado um avião da FAB para
viagens de turismo, não poderia ter sido processado
por improbidade administrativa, mas sim por crime de responsabilidade.
Fonte: Correio Braziliense