Data: 04/04/07 - 06:05
Aposentado pode sacar FGTS
Brasília - Os aposentados pela Previdência Social
que não se desligaram da empresa e continuam sob o
mesmo contrato de trabalho de quando solicitaram a aposentadoria
podem , a partir de agora, sacar mensalmente o Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) recolhido pelo empregador
e resgatar o saldo acumulado após sua aposentadoria.
A iniciativa da Caixa Econômica Federal atende a uma
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite
a continuidade do contrato de trabalho após a aposentadoria.
Segundo balanço do Sindicato Nacional de Aposentados
e Pensionistas da Força Sindical, a medida beneficiará
cerca de 4,2 milhões de pessoas. - Se houve a rescisão
do contrato antigo e assinatura de outro, o aposentado não
tem direito a esse benefício, mesmo que permaneça
na empresa - afirma o gerente nacional do FGTS da Caixa, José
Maria Leão. O advogado trabalhista Joel Gallo discorda
da posição da Caixa e alerta que o benefício
pode ser pleiteado na Justiça. Ele ressalta que o direito
trabalhista é norteado pelo conceito da primazia da
realidade, segundo o qual, na decisão de um juiz, os
fatos podem sobrepor os contratos. - Na prática, houve
continuidade do contrato. Esse é o entendimento do
STF. Por isso, o trabalhador tem direito - defende Gallo.
A circular 404 da Caixa foi publicada no Diário Oficial
da União na última sexta-feira e revogou a circular
400, publicada em fevereiro, que garantia o direito de saque
mensal e o resgate do saldo acumulado apenas a quem se aposentasse
partir de 1º de dezembro de 2006. As agências começaram
a atender às solicitações de saque ontem.
Num primeiro momento, o trabalhador poderá sacar o
saldo acumulado desde que se aposentou e, posteriormente,
sacar mensalmente os 8% do salário bruto depositado.
O interessado deve comparecer a uma agência da Caixa
com a carteira de trabalho para comprovar o vínculo
empregatício e a data da aposentadoria. Se o aposentado
já tiver o Cartão Cidadão e senha, o
saque poderá ser feito em qualquer terminal de auto-atendimento,
terminal do Caixa ou em lotéricas - nesses locais,
o valor máximo a ser sacado é de R$ 600. Segundo
Gallo, a decisão pode desestimular as empresas a manterem
os trabalhadores depois da aposentadoria. Pelas novas regras,
em caso de demissão sem justa causa, a multa é
calculada sobre o saldo acumulado antes e depois da aposentadoria.
Antes, a multa incidiria apenas sobre as contribuições
feitas após a aposentadoria.
Data: 04/04/07 - 04:26
TSE terá sede mais cara
da história do Poder Judiciário
Prédio custará R$ 335 milhões aos cofres
públicos e deverá ficar pronto até 2010BRASÍLIA
- Prevista para ser inaugurada em 2010 às margens do
lago Paranoá, em Brasília, a nova sede do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) custará R$ 335 milhões
aos cofres públicos. Projetado para abrigar sete ministros
e cerca de mil funcionário, o prédio de nove
andares e um anexo com área construída de 116
mil metros quadrados, incluindo um estacionamento com 1,2
mil vagas, será a obra mais cara da história
do Judiciário brasileiro. O valor supera os investimentos
feitos nos prédios do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), concluído em 1995, do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), inaugurado em fevereiro do ano passado, e os R$ 314
milhões gastos na superfaturada sede do Tribunal Regional
do Trabalho (TRT) de São Paulo, que levou à
prisão do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto por
liderar um esquema que desviou R$ 169 milhões da obra.
Até o anúncio de contingenciamento de verbas
do Judiciário, feito semana passada pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a expectativa era de que
a obra, ainda não iniciada, fosse concluída
em 36 meses. Só neste ano, seriam investidos R$ 60
milhões. Segundo a assessoria de imprensa do TSE, apesar
do custo, a obra prevê um sistema de economia de água
e luz e não terá luxo. - O projeto original
tinha um custo de R$ 370 milhões. Foi considerado muito
alto, e o tamanho do projeto, desnecessário. Pedimos
para que o projeto fosse reduzido. Além disso, usaremos
materiais mais simples que os utilizados nos prédios
do STJ e TST- explica o assessor-chefe de Comunicação
Social do TSE, Renato Parente.